A IGREJA E O PODER ECONÔMICO

BOLETIM DOMINICAL – 01 DE ABRIL DE 2012

A IGREJA E O PODER ECONÔMICO – Tiago 5: 1-6

A igreja e o poder econômico já viveram situações muito significativas. Houve tempo em que a igreja esteve de mãos dadas com o poder econômico, tirando partido da situação. Isso foi comum na vida da igreja de Roma. A Roforma Protestante do Séc XVI, foi entre outras cousas um rompimento com o poder dominante – o Estado. A igreja não pode e nem deve estar comprometida com os poderes dominadores, em qualquer esfera da vida; menos ainda submeter-se ao poder econômico. Seja como Instituição, por seus líderes ou mesmo pelos crentes. O Cristão não pode comprometer-se com políticos em troca de favores ou beneces. Ao cristão e à igreja cabem o dever de orar pela autoridades constituídas, a elas tributar obediência e a participação ativa com seus deveres e direitos cívicos: votar, ser votado e cobrar a boa e reta administração dessas autoridades. O texto acima, enina-nos as seguintes verdades: CRISTIANIZAR O PODER ECONOMICO: Numa sociedade eminentemente capitalista e consumista, o papel da igreja é pragar as transformações que o Evangelho produz. A igreja que bem representa o Reino de Cristo, tem essa AUTORIDADE, para dar a sociedade a devida estabilidade por sua influência e poder de contagiar para o bem. O cristianismo, não pode escapar da responsabilidade de examinar a ordem e o poder econômicos à luz da Bílbia. A tristeza é que o cristianismo moderno instalado no Brasil, a partir da década de 80, perdeu esta credibilidade pela ambição e de seus líderes. Estes tambem precisam ser cristianizados ou evangelizados! CONSCIENTIZAR A ORDEM ECONÔMICA: a efemeridade do poder econômico na vida daqueles que detem o poder material. Portanto cabe à igreja a pregação da velha e sempre nova mensagem da mordomia cristã a respeito dos bens. Os bens ficam e nós partimos para dar contas a Deus de todos os nossos atos. O Salmos 24, nos ensina que tudo pertence a Deus e não aos poderosos que, por um pouco, usam dos bens e riquezas, constróem impérios e julgam-se donos do universo. Precisamos conscientizar as igrejas eletrônicas e seus líderes ambiciosos pelo poder econômico usando tais igrejas; USAR O PODER ECONÔMICO PARA SERVIR E ABENÇOAR:A igreja pode e deve usar o poder econômico para chegar a seus fins, mas desde que faça licitamente. O nosso patrono, João Calvino, em Genebra, no séc XVI, é um vivo exemplo. É isso que aprendemos com Calvino – O Humanismo Social de Calvino. Na Bíblia, Jose de Arimatéia, era rico e pos os seus recursos a disposição do Cristo. Zaqueu, ao se converter a Cristo, fez o mesmo. Vamos usar com gratidão e amor os recursos que Deus nos dá para servir a abençoar. Rev. Mario Ramos