A IGREJA E A ABOLIÇÃO

BOLETIM DOMINICAL – 13 DE MAIO 2012

A IGREJA E A ABOLIÇÃO – João 8:32-36

Hoje, comemoramos no Brasil, os 124 anos de Auforria. A princesa Isabel, assinou a Lei Áurea, em 13/05/1888. A partir desta data, se pretendeu acabar com a escravidão no País. Bom, a quem diga que convivemos com o relativismo deste fato histórico, infelizmente. A nossa igreja Presbiteriana já anunciava o Evangelho no Brasil Império, bem antes desta Lei abolicionista. Anunciamos as Boas Novas desde 19 de Agosto de 1859. A igreja é uma Instituição abolicionista por natureza em todos os sentidos. É a igreja, antes de qualquer coisa, o corpo de Cristo. É a assembléia dos redimidos eleitos de Deus. É um organismo vivo. É uma organização cristã abolicionista. O que não cabe à igreja é exatamente um manual de “proibições”. Neste sentido, a igreja é uma comunidade de libertos e livres. O nosso texto básico, exprime a declaração do Senhor Jesus, nestes termos: “Se pois, o Fiho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo. 8:36). O poder do Evangelho, popõe uma total e plena libertação: corpo e alma – social e espiritual. É exatamente isso que aconteceu com os Judeus quando escravos no Egito – eles foram libertados da escravidão social (império faraônico) e do pecado. A igreja Católica Romana, foi subserviente e coninvente com o Estado-Império, no período da escravatura. Esse pecado por parte da igreja Romana, cometido aonde o mercado negro se fazia presente, nunca será apagado da história. Não devia e nem podia ser assim. Ao contrário, a igreja precisa se colocar do lado da liberdade. Ser uma agência disseminadora e promotora da libertação humana, da verdade e da justiça. Esta é aliás a função profética da igreja: Denunciar o pecado e anunciar a justiça de Deus. A inquisição que se deve instituir é contra o pecado e jamais contra o pecador. A Lei Áurea, serviu sim para libertar o homem da escravatura fisica-social. Mas Cristo, com o seu bondoso amor, nos amou até a morte e morte de cruz, para nos libertar do pecado social e da escravidão espiritual. Somente o Senhor Jesus, liberta o homem do seu vil pecado e o transforma numa nova criatura, segundo a imagem real de Deus. Este foi o pomo da questão entre o Senhor Jesus e os Judeus que alegavam ser filhos de Abraão, portanto, longe de serem eles escravos (39-42). O Senhor Jesus, estava certo de que eles eram realmente da descendência de Abraão. Porém, como filhos de Abraão, suas obras eram más e perversas (v.37). O que o Senhor Jesus, estava lhes afirmando é que mesmo sendo eles (os Judeus) filhos de Abraão, eram-lhes necessário receberem a palavra de Deus e a palavra do próprio Cristo em seus corações. “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (v. 32). Rev. Mario Ramos