A GRATIDÃO BROTA DO CORAÇÃO!

Nº  90  BOLETIM DOMINICAL- 12 DE MARÇO DE  2017

A GRATIDÃO BROTA DO CORAÇÃO! I Tes. 5:18; Sl. 103:2

Precisamos ser gratos, sempre! Não basta ser educado, gentil e simpático. Estes predicados são diagnósticos superficais de quem se acha ser “gente boa”. Esses adjetivos são importantes e se tornam fundamentais na vida das pessoas, quando o coração é pleno de gratidão. A gratidão, é como aquele diagnóstico mais acurado que revela o raio X, da alma e do coração. A gratidão abre portas às novas benções. Temos reiteradamente disto isso aqui na Igreja. A gratidão é aquele sentimento que tem como fonte o reconhecimento de algo do qual somos beneficiados. Portanto, para sermos gratos a alguém,  necessário se faz o devido reconhecimento, diz Aurélio B. de Olanda. E o que nos diz a Bíblia sobre este tema? A Bíblia diz em Salmos 92:1-2: “Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua benignidade, e à noite a tua fidelidade. Um dos primeiros sinais de que estamos rejeitando a Deus é esquecer em agradecê-Lo. Diz Paulo, “Porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. A Didaquê apostólica nos ensina: Dê graças a Deus em todas as situações, quer sejam ruins ou boas: “Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (I Tes. 5:18). O rei Davi, aponta para a fonte inesgotável donde vêm as bênçãos constantes e sendo enfático e imperioso  quanto nossa atitude de gratidão: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum só dos seus benefícios.” (Sl. 103:2). A Reforma Religiosa do Séc. XVIII, fez perpetuar com clareza solar, o reconhecimento meritório da obra redentora, na Pessoa e preeminência de Cristo. É desta obra expiatória singular, que vêm os raios da graça divina e entram no coração capacitando-nos a reconhecer o seu favor imerecido seguido de nossa profunda e sincera gratidão. João Calvino, Reformador de Genebra, dizia trazer cativo o seu coração grato a Deus por sua irreversível salvação, ainda que não tivesse um Céu para abençoá-lo ou um inferno para puni-lo. As Confissões de Fé de Westminster, Heibelberg, a Belga, a Russita, de John Russ e a Confissão Guanabara dos mártires, no Brasil em 1557. Todas trazem necessariamente, em seu bojo, a expressão do coração reconhecedor e grato ao Senhor, cujas vidas foram a Ele dedicadas em aroma suave. Cultivemos em nosso coração a ternura da eterna gratidão. Rev. Mario Ramos