A FOICE AFIADA E A CEIFA

Nº 210 –  BOLETIM DOMINICAL – 8 DE SETEMBRO DE 2019

A FOICE AFIADA E A CEIFA – Ap. 14: 13-20

  1. Pannenberg, teólogo luterano, no uso das idéias de Rahner afirma que o futuro de salvação que espera o homem é o cumprimento do homem na sua totalidade. É somente pela consciência escatológica que visualiza a possivel totalidade de tal futuro – o homem libertado plenamente a imago Dei – no Deus de Jesus Cristo (Jo. 8:32 e 36). A Igreja está cheia de “crente rabisco”, no sentido Levítico Cap. 19 – (Lv. 19: 9-10) Estes no oratório, esbravejam a justiça; nas Redes Sociais, ao talante do vosso opressor. São estes acorvadados, mesquinhos, ambiciosos e incapazes de pensar e agir por numa sociedade mais justa e igualitária. Lembremo-nos, de Rute, a estrangeira, beneficiou-se desta mesma provisão ( Rt. 2:2), e por sua genealogia, veio o Nosso Salvador, Rei e o Juiz de toda a terra (Rt.4:13-17). O texto encimado fala de salvação e de julgamento. É a colheita vista como juízo. Assim falou o profeta Joel: “Lançai a foice, porque está madura a seara; vinde, pisai, porque o lugar está cheio, os compartimentos transbordam.” (Joel 3:13). As expressões vivas de Jesus confirmam “o fruto maduro”, “a chegada da ceifa” e a necessidade de se meter a foice para colher, faz eco a este conceito bíblico, dentro da perspectiva da salvação escatológica. Na Parábola bem conhecida e usada “do joio e do trigo” (Mt. 13:24-30), a cena cristológica é a imagem do juízo: Salvação e julgamento. Os frutos são colhidos; mas a palha e joio são queimados. O bem e o mal, o pecado, convivem, somente até à ceifa. A imagem das uvas no lagar da cólera de Deus, é tambem figura do mesmo juizo (Lm. 1:15; Is. 63:3). A extensão e a profundidade do sangue das uvas no lagar, falam de um julgamento de Deus severo, profundo e universal (Ap.14:20). “…fora da cidade…” Para além do Armagedom (Ap. 16:16); quando o sangue da matança fluirá por uma extensão de 320 Km, a uma altura de 1,20m (Ap. 19:17-21). Os crentes rabiscos, são os que ficaram para trás, os frutos podres, excluídos na colheita, que já houve, pelo arrebatamento da igreja. A batalha escatológica proseguirá e será muito mais horrenda que a destruição de Jerusalém no ano 70 A.D. “Toma a tua foice afiada, pois chegou a hora de ceifar”. A bastilha inexpugnável do Rei dos reis é a nossa eterna vitória e triunfo. Rv.Mario