A FESTA DA DEDICAÇÃO

Nº 292 – BOLETIM DOMINICAL- 28 DE SETEMBRO DE 2014

A FESTA DA DEDICAÇÃO – João 10: 22-42

“Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação. Era inverno.” (v.22). Esta é a única vez que aparece referência a esta Festa no Novo Testamento. A sua origem não se encontra no Antigo Testamento. A Festa da Dedicação, foi instituída no ano 164 a. C., por Judas Macabeu. Era o chamado período interbíblico, ou seja, nesta época a família Macabeu, lutava bravamente em defesa da religião de Javé. Daí, surge a história da Festa da Dedicação. É a seguinte: de 175 a 164 a. C., reinou na Síria, capital Damasco, (a mesma de hoje), um rei chamado Antíoco Epifanes. No ano 170 a. C. ele atacou Jerusalém. Calcula-se em 80.000 o número de mortos, e outros milhares foram vendidos como escravos. Antíoco, tentou implantar na Palestina a cultura, a religião e os deuses gregos. Não conseguindo o seu intento pacificamente, resolveu impô-lo à força. Esta tradição beligerante na região se estende até aos dias de hoje – pela força (Xiitas, Curdos e Sunitas – o Islã). Assim, Antíoco, proibiu a prática da religião judaica. Se uma mulher judia submetesse seu filho à circuncisão ela era crucificada com ele amarrado ao colo. Este estado de humilhação durou até 164 a.C., quando um levante foi comandado por Judas Macabeu. Vencido Antíoco, Judas promoveu a restauração do Templo, sua purificação e dedicação ao Deus Vivo. Daí, a Festa da Dedicação, surge, começando no dia 25 do mês de Kisléu (Dezembro), comemora a purificação do Templo. Neste contexto histórico, se instala o teológico, o antropológico e o sociológico. Jesus é um com o Pai. Jesus é Deus. O Espírito Santo é Deus. Deus é Trino e Uno. Sendo Deus-Homem, Jesus é o Senhor e Salvador do homem. Quer queiramos ou não. Por isso, alguns pegaram em pedras para atirar nEle (v.31) Porém, muitos creram nEle (v. 42). As passagens das Escrituras, à qual Jesus se refere nos Vs. 34 a 36, é o Salmo 82: 6. É muito importante observarmos como Jesus usou as Escrituras para apoiar e sustentar os seus argumentos. Hoje há uma tendência de se esvaziar o valor da inspiração bíblica. Vemos líderes usando o púlpito para discurso religioso o que é bem diferente do sermão que é fundamento nas Escrituras do ponto de vista teológico e sua mensagem cristológica. É tempo de Dedicação e santificação. Rev. Mario