A EXPIAÇÃO É LIMITADA

BOLETIM DOMINICAL- 21 DE ABRIL DE 2013

A EXPIAÇÃO É LIMITADA – Tito 3: 1-1

“ A fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.” (v.07).

A expiação em Cristo é suficiente para todos. Porém, eficiente para alguns. Temos ainda, o entendimento da doutrina da Graça Exclusiva e a Graça Comum. A doutrina da “Graça Comum”, deriva o seu nome dos atos de bondade da parte de Deus para com todos os homens sem exeção. Já a “Graça Exclusiva”, para com os pecadores eleitos. O nosso Deus é o “Deus de toda graça” (1 Pe. 5:10). Esta graça é a tônica da Sua relação com o Seu povo. Tudo que temos, somos e seremos, é pela graça (1 Co. 15:10). A salvação é um ato e um fato, exclusivo da graça de Deus (Ef. 2:1,8-9). A expiação é portanto, limitada aos eleitos, aos predestinados, aos salvos. Não se fala aqui em calvinismo e muito menos em arminianismo. Quem fala é a Bíblia, a Palavra de Deus, nossa única regra infalível de fé e prática para nossa vida. Há poder no sangue de Jesus para expiar os pecados, remir e redimir a todos. Mas, nem todos serão salvos, ensina a Bíblia. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” Não basta ser religioso, fazer até milagres, profetizar e expulsar demônios. É preciso fazer a vontade de Deus, conhecer a Cristo, seguir a Cristo, obedecer a Cristo. Voce pode encontrar gente “altamente espiritual”, praticando a iniquidade; um alto grau de exigência de “pureza doutrinária” – fundamentalista xiita – mas, metiroso, falso, fofoqueiro, orgulhoso, mesquinho, enganador e maldoso. Então, você diria, estamos perdidos? Não. Veja o que diz Jesus: “pelos frutos os conhecereis” (Mat. 7:16). Mas leia de 15-23. Esta questão do trigo e do joio é análogo a expiação limitada. É tão limitada que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt. 22:14). A Palavra é muito clara em (Jo. 17:9-12 e 20,24). Há o número daqueles que foram pelo Pai confiados e Jesus, e Ele os guardou e os amou, até o fim, “e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.” (Jo.17:12). Adão, antes de pecar, estava vivo, física e espiritualmente. Após o pecado, ele morreu espiritualmente, perdeu o seu livre arbítrio e continuou morto. Em Cristo, da humanidade morta em seus delitos e pecados, os eleitos são ressuscitados, restauram o livre arbítrio (ao bem espiritual) e passam a ter a vida eterna. Antes, o homem conhecia o bem e o mal, mas só fazia o mal. Era escravo do pecado, como os demais. Agora, quer fazer a vontade de Deus. Esta redenção é universal, mas a salvação é pessoal. A expiação é suficiente a todos, mas eficiente aos eleitos.  Rev. Mário