A CÓLERA DE DEUS

BOLETIM DOMINICAL – 16 DE OUTUBRO DE 2011

A CÓLERA DE DEUS – ( Apocalípse: 15: 1 – 8)

Deus é amor. Mas Deus é também justiça. Como entender a cólera de Deus, sendo Ele todo amor, em essência e em verdade? Ora Deus é amor, é bondade, é fidelidade, é santo, é justiça. Ele é o Todo-Poderoso: não podemos atrever-nos a entendê-LO, analisá-LO, muito menos julgar-LHE os feitos soberanos. É preciso deixar claro de antemão, de que a cólera divina não atinge os salvos, os seus santos ou os que levam o seu selo, mas apenas os que trazem a marca ou o sinal da besta, os rebelados contra Ele, os servos do Anti-Cristo. João, após descrever as sete sentenças ou visões no Cap. 14, relata neste texto a cena do derramamento das Sete Taças ou os Sete Julgamentos, os quais serão os últimos desta Grande Tribulação. Chegou a hora, em que será derrubado, para todo o sempre, o reino do Anti-Cristo e tudo já está preparado para a vinda do verdadeiro e eterno Rei. Eis a cena: 1. OS SETE ANJOS DE IRA (v.1) “E vi outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos tendo os sete últimos flagelos…” são verdadeiros GOLPES. Mais tremendos e vastos do que os flagelos dos Sete Selos e das Sete trombetas. Agora os efeitos da ira divina são CONSUMADAS! João vê também de novo o mar de vidro que ele já tinha visto no início Ap. 4:6, só que agora este mar de vidro está misturado com fogo. Este mar está junto ao trono do Cordeiro e dos vencedores da besta, e de sua imagem, e de seu sinal; 2. O CÂNTICO DE MOISÉS E DO CORDEIRO (vs. 2-4), Assim estão os salvos na praia de mar de vidro cuja transparência não permite entrar o pecado; 3. OS SANNTUÁRIOS NOS CÉUS (vs.5-8) “E depois disto olhei, e eis que o templo do tabernáculo do testemunho se abriu no céu. João retoma o fio da história divina predeterminado para os Seus eleitos num testemunho fiel e soberano após a vitória final sobre o conflito mundial (Ap. 11:15 e 19). A retribuição de Deus, portanto, que arderá como nunca contra a iniquidade do mundo, será inteiramente justa e perfeitamente santa. E o templo encheu-se com o fumo da Glória de Deus e do seu poder (v.8), isto é, o julgamento sobre a humanidade irredenta ou seja, sem o perdão, a redenção e a salvação. Quando o Cordeiro foi morto pelos nossos pecados, o véu do santuário rasgou-se de alto a baixo, derrubando o muro de separação entre Deus e os redimidos em Cristo. Razão porque, no céu, o santuário está aberto e acessível aos seus eleitos para todo o sempre! Rev. Mário Ramos