A AÇÃO POLÍTICA DOS CRISTÃOS, HOJE

Nº 256 –  BOLETIM DOMINICAL 23 DE AGOSTO DE 2020

A AÇÃO POLÍTICA DOS CRISTÃOS, HOJE – Rm. 13:1-8; I Tm. 2:1-3;

Política dentro da Igreja não dá certo. A igreja precisa participar da política. Para João Calvino,o projeto de Deus na política é: “A função da política é fazer com que as leis dos homens se aproximem da lei de Deus”. A nossa Constituição Federal, 1988, em plena vigência, reza que o Estado é Laico. Na laicidade, o Estado não se intromete na vida da igreja, e nem a igreja, se intromete nas coisas do Estado. Política é a arte das relações humanas e obtençãos dos resultados desejados. É a ciência de dirigir os negócios públicos objetivando o bem estar de todos (C.F. Arts. I,II,III, IV e V). As Escrituras relatam o desenvolvi- mento político de vários servos de Deus desde José (Gn.41:37-57), passando pela Teocracia de 360 anos, com os 12 Juízes, a Monarquia de Israel chegando a Daniel e seus amigos (Dn.1:1-21). Vemos que os mais consagrados servos de Deus tiveram, na ação política, a função de um canal de bênçãos para a população em geral. O salmista mostra a ação política de Deus em favor dos menos favorecidos (Sl. 82). Em meio aos caos da política Deus quer agir. A ação providencial de Deus acontece por meio do comprometimento de servos consagrados e competentes. O “out door” do futuro (Hab. 2:2), mostra o Deus Eterno, o Autor da História, com dados relevantes sobre o tempo do fim: a Moral Cristã e os Meios de Comunicação de Massa (Mídias Sociais). Esta mídia, tradicional ou não, tem aproveitado da tendência mística do ser humano, com sua capacidade de impor uma  “democracia” induzida, de conhecer e mudar, o comportamento humano pessoal, interpessoal e espiritual das pessoas.Tenta direcioná-las a crer naquilo que não é confiável, manipulando-se e confinando-se ao fanatismo político-religioso. Suas informações, em grande porporções, chocam-se frontal com a ética, a lógica, a teologia, e o ensino da Palavra de Deus. A verdadeira política não pode estar a serviço de desenvolver o amor ao ódio, a mentira (fake news) e às discórdias. No contexto histórico da política no Brasil, desde à Colônia Luso-brasisleira, o Império, a Velha República, Regime Militar e a Nova República, qual foi a ètica posta e o real combate à corrupção por exemplo? Teria o Brasil, em algum momento, levado á sério, a ética de Espinoza? Qual foi o respeito dado ao Ministério Público, à Polícia Federal e às leis positivadas? Diz o saudoso, Bispo Robson Cavalcanti: “Desgradaçamente os cristãos não estão sendo treinados para a democracia em seus espaços eclesiais“. A ação política da Igreja não deve estar a serviço de si mesma, mas “deve ser uma braço da igreja a serviço do reino, como promotor de seus sinais históricos possíveis: a justiça, a paz, a honestidade, a liberdade, etc., No Brasil, “Direita” e “Esquerda“ estão para uma narrativa ideológica partidária oportunista,  não uma força de coesão política. O modelo praticado seja qual for a Sigla, é a  democracia capitalista neoliberal, sob aos aupícios do  “Centrão” com 36 Parti-dos-Empresas. A participação da Igreja, não se trata de alianças com Partidos, Candidatos. O compromisso da Igreja é com Cristo  e seu Evangelho. Rev. Mario