A AÇÃO POLÍTICA DO CRISTÃO

Nº 168 –  PASTORAL – 07 DE OUTUBRO DE 2018

A AÇÃO POLÍTICA DO CRISTÃO – Ester 4:1-17

Muito se fala. Pouco se sabe. A quem sempre interessou o TABU no meio povo cristão, sobre a excelência da política? Quem foi que induziu o coração do cristão e cauterizou a sua mente, em atribuir ao Estado um inimigo diabólico? Quando pensamos em Igreja e Estado, quase sempre pensamos em um conflito entre às exigências de um e de outro em relação à lealdade dos homens. Tal conflito é estranho a mentalidade hebraica. No Antigo Testamento, não vemos distinção entre a vida religiosa e vida política. O Rei, o sacerdote e o profeta são ministros ungidos por Deus e por Ele instituídos e abençoados para o bem do povo. O Apóstolo Paulo sempre viu o Estado, o governo e as autoridades, como ministros de Deus para o bem. É verdade que no Séc. XX, com as perseguições nazistas, fascistas e comunistas aos cristãos, aumentou a tensão entre Igreja e Estado no Ocidente. A Reforma Religiosa,  no Séc. XVI, estabeleceu a nítida, absoluta e total separação entre Igreja e Estado. Entretanto, Igreja e Estado não são exclusivos, antes são colaboradores para o bem social. Calvino afirma: À igreja, cabe o cuidado mais íntimo, o espiritual do homem. Ao Estado, cabe o cuidado externo do homem – o corpo.”O Reino de Deus e o governo civil, embora distintos em sua natureza e função, se não excluem mutuamente, nem são entre si incompatíveis.” (Vol. IV, XX). No texto acima, Ester é a protagonista entre o seu povo Judeu e o poder civil, na Babilônia. Amã, um general, nacionalista, perverso e diabólico. Este desejava, dizimar os Judeus, pelo fato de Mordecai não o reverenciar (Ester 5:9-14). Amã era um inimigo camuflado de Deus e de seu povo. Amã movido por ódio e xenofobia, usava de argumentos bem engendrados, entre os seus seguidores, para legitimar a forca de Mordecai e exterminar os Judeus  no reino de Assuero (Ester 3:5-15). Foi nesta hora que Ester entrou em cena (4:13-14). Ester reconheceu que a sua situação e de seu povo corria sério risco de vida nas mãos de Amã e apelou para Deus (4:16). O povo orou ao Senhor e agiu, enquanto Amã foi desmascarado e enforcado  (Ester. 7:3-10). É preciso orar, agir e votar a favor do Brasil.   Rev. Mario

 

 

Rev. Mario Ramos