500 ANOS DE REFORMA RELIGIOSA

Nº 121  BOLETIM DOMINICAL- 15 DE OUTUBRO DE 2017

500 ANOS DE REFORMA RELIGIOSA – O QUE FOI? III-  Rm. 1:16-17

Esta é a 3ª Pastoral, versando sobre a comemoração dos 500 anos de Reforma Religiosa em 31/10/2017. Para prosseguir sua caminhada na condição de “Igreja reformada e sempre reformando”, é imprescindível que o povo de Deus, hoje, conheça ou recorde a história e a teologia desse movimento que, há 500 anos, sob a inequívoca direção do Espírito Santo, vem produzindo transformações na vida de homens e mulheres, em cultura, povos e nações. Vamos considerar, adiante, dois aspectos fundamentais nos propósitos de Deus: 1) A Deflagração da Reforma; e 2) A Consolidação da Reforma. Conforme vimos em Artigos anteriores, a Reforma Religiosa do Séc. XVI, foi um processo longo que vinha lá de trás. Fatores relevantes como: A unificação do império Romano; As crises no período da Idade Média, a transição do feudalismo para o capitalismo, a renascença e os pré-reformadores. Contudo, coube ao Monge Martinho Lutero, (10/11/1483 – 18/02/1546), a Deflagração deste movimento, através das chamadas 95 Teses, quando Lutero as afixou nas portas da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, contra as indulgências. Com este ato heróico, Lutero acendeu o estopim da Reforma. Nesse instante, Deus estava respondendo as orações daqueles que a exemplo do Profeta Habacuque, aguardavam a instauração de um novo tempo (Hc. 3:2). Sabemos que as 95 Teses, eram até de conteúdo teológico simples, porém, certeiro na alma do Satã e no coração da Igreja romanista corrupta. Lutero, na verdade, se sentiu por deveras limitado em suas pretensões. Por mais de dois anos, praticamente, isolado, em sua defesa contra a fogueira que lhe aguardava caso não se retratasse. Lutero, recorreu aos príncipes e protegido por salvo-conduto (habeas corpus), para não ser preso, enfrentou a Dieta de Worms. O imperador o declarou um fora da lei e, portanto, exposto ao cárcere e à destruição de seus escritos. Deus usou o príncipe Frederico, o sábio, que mandou seqüestrar Lutero e o escondeu no Castelo de Wartburg. Enquanto lá esteve, se pôs a traduzir a Bíblia para o alemão. A mão do Senhor estava com esses homens, por isso, ninguém seria capaz de impedir a Reforma. Os frutos da Reforma foram rápidos e variados e surgiram três vertentes: Luteranismo (Lutero), Zwinglianismo (Zwinglio), e Calvinismo  (João Calvino). Esta História seguirá…  Rev. Mario Ramos