500 ANOS DE REFORMA RELIGIOSA – O QUE FOI?

Nº 119  BOLETIM DOMINICAL- 01 DE OUTUBRO DE 2017

500 ANOS DE REFORMA RELIGIOSA – O QUE FOI? I –Hab. 2:1-4

A unificação do Império Romano e a Idade das Trevas, são os componentes subjacentes a Reforma Religiosa. A transformação pelo poder de Deus, de um longo período de maldição, numa nova realidade civilizatória, política e religiosa, deveu-se a Reforma Religiosa no Séc. VXI. Vamos esclarecer numa síntese bem apertada de como tudo começou. A Igreja Primitiva de Jesus Cristo, iniciou-se com o cumprimento da promessa da vinda do Espírito Santo (At. 1:5-11; 2:1-8). A Igreja inicia-se logo após a morte, a ressurreição e a ascensão de Jesus ao Céu. Após 30 anos, os Apóstolos saíram de dentro da Palestina e a Igreja ganhou dimensão internacional. Nos primeiros III Séculos, a liderança desta Igreja coube aos Pais da Igreja. Entre eles, o bispo de Hipona, Aurélio Agostinho, o qual, cunhou o nome “Católica”, termo grego, que quer dizer “universal” em sua natureza visível e invisível, na qualidade de Corpo de Cristo. Surge no cenário, no IV Séc. o Imperador Constantino, que ao dissimular sua conversão, tomou para si  a Igreja e a projetou como a religião oficial do Império (Édito de Tessalônica, 380, por Teodósio), com a astúcia diabólica, de se utilizar da Igreja, para tentar unificar o seu Império já em processo de desmancho. Com esta intenção  mudou-se o nome de Igreja Cristã Apostólica para a Igreja Católica Romana. Uma leitura bíblica, ainda que superficial, descobrirá que a Igreja de Jesus e Seus Apóstolos, não tinha a figura do Papado, pois, até o século IV, não aparece nenhuma personalidade marcante entre eles. Somente com Leão I, o Grande (440-461), é que de fato a autoridade papal começa a existir, em face de sua intervenção no concílio de Calcedônia e na condenação do Monofisismo. A Idade das Trevas tem seu início a partir daí. O início da Idade Média, também chamada de era Medieval, é caracterizado pela queda do Império Romano, em 476. A invasão dos povos bárbaros causou a fragmentação de um gigantesco império, alterando as relações políticas daí por diante. Registra-se ainda, a invasão na Igreja, por novidades doutrinárias romanistas, como as imagens, culto aos mortos (missa), a, adoração a Maria, como sendo a Mãe de Deus, a virgindade perpétua de Maria, a ascensão de Maria ou Maria como co-redentora e mediadora, petição por parte dos santos no Céu pelas orações, sucessão apostólica, as ordenanças da igreja e a sua autoridade com base na Tradição e tantas outras inovações. Esta História seguirá.        Rev. Mario Ramos